Dia da Mulher

Em 1967, Kathrine é agarrada por funcionário que tenta tirá-la da maratona de Boston logo no inicio da prova Boston Globe.

Quando e como mulheres lutaram por igualdade no esporte

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Excluídas no princípio com base na moral vitoriana e na ciência falocêntrica, as mulheres no esporte foram também vítimas de uma guerra não declarada e que refletiu década a década, as tensões vividas em outras esferas da sociedade.

A primeira edição olímpica foi o marco de uma exclusão que nunca mais se repetiu. E os números provam que, diante de condições dignas de treinamento e do mínimo de apoio, o espetáculo protagonizado pelas mulheres pode ser tão atrativo e levar tanto público aos estádios quanto as competições masculinas. A beleza do espetáculo não está em ser feminino ou masculino, e sim na qualidade do gesto técnico e do nível de competitividade.

A luta das mulheres pela igualdade e equidade de condições no esporte persiste. Às vezes velada, silenciada, invisibilizada, ela segue, porque ser mulher implica existir, não apenas em sobreviver.

Você provavelmente já deve ter escutado que “esporte não é coisa de mulher”. Mesmo que hoje essa frase pareça absurda, ainda é pronunciada por alguns (tanto homens quanto mulheres, pasmem!). Esse absurdo vem lá da Grécia Antiga, onde acreditava-se que as mulheres ficariam masculinizadas com exercícios, além de não terem condições físicas para a prática de esportes.

Aliás, ainda nessa época: sabia que era costume os homens competirem nus e as mulheres eram proibidas até de assistir? Por sinal, se elas fossem flagradas observando, eram condenadas à morte.

Por mais absurdas que essas alegações sejam, por muito tempo essas ideias receberam muito crédito – tanto que, até o final do século XIX, o número de mulheres em determinadas competições ainda era muito pequeno (e em alguns esportes essa situação perdura até hoje).

E se hoje o cenário esportivo é um pouco diferente, é graças às mulheres que lutaram e lutam para quebrar barreiras.

Quem ajudou a mudar?    Cada modalidade esportiva, competição e país têm suas próprias guerreiras – por exemplo, quando o assunto é as Olímpiadas, a francesa Alice Melliat tem um papel de destaque. Nos jogos de 1900,            ela e mais 10 mulheres foram até Paris para participar da primeira edição dos Jogos Olímpicos da era Moderna. Foi Alice quem reivindicou a entrada das mulheres em diversas modalidades esportivas.

 

Mas você sabia que o COI (Comitê Olímpico Internacional) reconheceu as mulheres como atletas olímpicas apenas em 1936?!

Já aqui no Brasil, ainda nas Olímpiadas, Maria Lenk teve papel fundamental. Com apenas 17 anos, em 1932, ela foi a primeira brasileira a participar de uma Olímpiada. Apesar de não ter ganhado medalhas,    ela foi um grande incentivo para outras mulheres começarem a participar dos jogos.

Agora pasmem: as mulheres só passaram a ter direito de participar de todas as modalidades olímpicas    em 2012. É, galera, ainda falta chão para a causa feminista.

Para citar todas as guerreiras, tanto brasileiras quanto internacionais, seria necessário escrever um livro gigante. Por esse motivo, selecionamos algumas figuras de destaque para ajudar a inspirar você (eu e todas as mulheres que praticam esportes) a continuar neste caminho, seja por lazer, saúde ou para competir. Afinal de contas, lugar de mulher é onde ela bem quiser – escalando, acampando, viajando, correndo, lutando… Fazendo o que bem entender.