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Sede do COI em Lausanne, na Suíça 

Além de toda a preocupação em relação à transmissão da doença Covid-19, havia muitas dúvidas sobre a preparação dos atletas e até sobre o processo de classificação deles à Olimpíada. Estão abertas ainda muitas vagas nos Jogos de Tóquio, cujas definições sairiam em torneios seletivos ainda não realizados.

 

De acordo com o COI, estão preenchidas 57% das vagas até agora. As outras 43% permanecem indefinidas e poderão ter seus critérios alterados nos próximos meses. Uma possibilidade ventilada antes da decisão sobre o adiamento foi utilizar rankings mundiais e resultados de competições já finalizadas, como os Jogos Pan-Americanos.

 

Mesmo os esportistas que já têm classificação assegurada se viam em situação complicada, com limitações nos treinamentos.

 

A nadadora espanhola Mireia Belmonte, ouro nos Jogos de 2016, sem acesso às piscinas de seu país, afirmou que não seria possível “fazer um papel digno” caso o calendário inicial fosse mantido. No Brasil, o nadador Bruno Fratus também fez duras críticas enquanto o comitê sustentava a manutenção da data original dos Jogos.

"Isso para mim é uma definição de prioridades muito simples. Se você tiver o mínimo de empatia consegue entender a seriedade do problema e acaba não encanando tanto com o fato de não ter uma piscina. Enquanto você está preocupado se tem piscina ou não, as pessoas estão morrendo",  ele afirmou à Folha.

 

O TAMANHO DOS JOGOS:

US$ 26 bilhões é a estimativa de custos mais recente do Japão com o evento, após uma auditoria governamental, incluindo gastos do comitê organizador e do poder público. Oficialmente, o comitê organizador aponta US$ 12,6 bilhões.

US$ 5,7 bilhões foi o total das receitas do COI no último ciclo olímpico (quatro anos). Cerca de 73% são referentes a direitos de transmissão (US$ 4,2 bilhões), e 18%, a contratos de patrocínios (US$ 1 bilhão).

US$ 3 bilhões é o valor dos contratos de patrocínio domésticos firmados para Tóquio-2020.