01 - O que é o Programa Segundo Tempo Paradesporto?

            O Programa Segundo Tempo é uma iniciativa da Secretaria Nacional Especial do Esporte que através da Secretaria Esporte e Lazer de Luziânia GO,  busca democratizar o acesso à prática e à cultura do esporte educacional, promovendo o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes como fator de formação da cidadania e de melhoria da qualidade de vida, prioritariamente daqueles que se encontram em áreas de vulnerabilidade social.

                        O Programa Segundo Tempo integra a Ação Orçamentária 20JP - SNELIS  (Secretaria Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social)  que diz respeito ao desenvolvimento de atividades e ao apoio a propostas de trabalho de esporte, educação, lazer e inclusão social, bem como ações inerentes ao planejamento estratégico que visam implantar o esporte educacional para atender crianças e adolescentes por meio da oferta de práticas corporais, de modo a considerar as implicações destas para a organização do conhecimento. Assim, o Programa se materializa a partir da implementação de núcleos esportivos que são viabilizados por meio de parcerias entre a Secretaria Especial do Esporte e entidades públicas e instituições federais de ensino. 

2 - Qual é o público-alvo do Programa?

            Programa Segundo Tempo Paradesporto tem como público-alvo o atendimento prioritário de de pessoas com necessidades especiais e em vulnerabilidade social. 

3 - Quais são os princípios do Programa?

1 - Direito de Cidadania: tendo em vista que o esporte e o lazer estão preceituados enquanto direitos pela Constituição Federal e por demais ordenamentos infraconstitucionais, por meio do desenvolvimento do esporte educacional e de suas diversas manifestações, esses são reconhecidos e materializados de modo a avançar para além de sua legitimidade, isto é, apresentam-se enquanto prática social comprometida com os avanços sociais, como a equidade e a justiça social.

2 - Participação Irrestrita: diz respeito à democratização da participação, possibilitando o acesso pleno às práticas corporais, sem qualquer distinção ou discriminação de cor, raça, gênero, sexo ou religião.

3 - Diversidade de Experiências: a partir das práticas corporais os beneficiados têm acesso a saberes, conhecimentos, vivências, experiências e atitudes que os potencializam ao alcance dos seguintes propósitos:

A - Saber usufruir das práticas corporais de forma proficiente e autônoma em contextos recreativos e de lazer;

B - Compreender as características das práticas corporais e a sua diversidade de significados em diferentes contextos socioculturais; 

C - Interferir na dinâmica local que regula/condiciona as práticas corporais em sua comunidade; 

D - Reconhecer e repudiar os aspectos negativos (como o uso de anabolizantes) que envolvem as práticas corporais na sociedade;

E - Evitar todo e qualquer tipo de discriminação;

F - Repudiar a violência sob todas as formas; 

G - Reconhecer e valorizar a utilização de procedimentos voltados à prática segura das práticas corporais;

H - Compreender o universo de produção de padrões de desempenho, saúde, beleza e estética corporal que atravessam as práticas corporais e o modo como afetam os gostos e as preferências pessoais nesse campo.

4 - Transcendência Pedagógica: o esporte educacional abarca amplamente os conteúdos da cultura corporal, sendo esses elementos centrais das atividades pedagógicas nos núcleos. Isto porque compreende-se que por meio das diversas práticas corporais (esportes de invasão, de marca e com rede divisória, danças, lutas, capoeira, atividades circenses, práticas corporais de aventura, entre outras) os beneficiados não devem apreender apenas na dimensão do saber fazer (procedimental), devem assimilar ainda um saber sobre (conceitual) esses conteúdos e um saber ser (atitudinal) e se relacionar, de tal modo que essas temáticas possam efetivamente garantir a formação cidadã dos participantes.

 

5 - Valores: no desenvolvimento do esporte educacional, os valores são inerentes às práticas corporais e têm caráter substancial, em especial, aqueles que envolvem os aspectos sociais e culturais, tais como participação de todos, cooperação, coeducação, corresponsabilidade, respeito às regras e aos colegas, inclusão, regionalismo, emancipação e totalidade.